
A leucemia mielóide crónica é o primeiro tipo de cancro cujo mecanismo foi descoberto podendo assim ser possível viver com a doença.
Suores nocturnos, cansaço e perda de apetite são sintomas que não fazem soar nenhum sinal de alarme. Contudo, correspondem aos primeiros sinais do aparecimento da leucemia mielóide crónica (LMC), um dos quatro tipos de leucemia existentes. Bastante rara, é provocada por um distúrbio no sangue. Isto deve-se à produção excessiva de glóbulos brancos imaturos provocada pela presença de uma célula anormal, o cromossoma Filadélfia. Este é detectado na medula óssea em 95% dos pacientes com LMC, o que permitiu aos investigadores compreender o mecanismo responsável pelo aparecimento de um tipo de cancro. Tal como Herlânder Marques (hemato- oncologista do Hospital de São Marcos) explica, “conhecendo a alteração genética, é possível explicar toda a doença”.
Permanece ainda o mistério porque algumas pessoas desenvolvem este tipo de leucemia que atinge sobretudo idosos entre os 60 e os 70 anos.
A leucemia é uma doença maligna com origem nas células imaturas da medula óssea. Com a produção de glóbulos brancos descontrolada e de células anormais afectadas, o caminho fica livre para o aparecimento de anemia, infecções e hemorragias que podem levar à morte caso a situação não seja tratada. Grande parte dos diagnósticos são feitos com base na observação de análises de rotina ao sangue. Se numa pessoa saudável a presença de dez mil glóbulos brancos é normal, já o dobro pode ser indicador de que algo não está bem. No caso da LMC, pode disparar para mais de 50 mil glóbulos brancos.
Graças à evolução do tratamento, ter LMC já não é uma sentença de morte.
Uma vez descoberta, avalia-se qual a fase da doença que o doente apresenta para que possa ser traçado um plano de tratamento. É aqui que entra o mesilato de imatinib, a primeira droga anticancro que consegue actuar sobre o cromossoma Filadélfia, a anomalia responsável pela LMC na maioria dos pacientes.
Com cinco a dez mil novos casos na Europa, existem cerca de 60 mil pacientes a viver com a doença. Os estudos efectuados com o novo fármaco são animadores. Além de aumentada a taxa de sobrevivência, as células tumorais também são reduzidas quase na totalidade.
Fonte: Nova Gente, N.1629
Fiquei contente por saber que a medicina está evoluir em termos de tratamentos para doenças que até há bem pouco tempo eram fatais. Pela notícia que li, reparei que as pessoas ainda não se encontram muito informadas acerca deste tratamento o que faz com que quando esta doença seja diagnosticada o doente fique com a ideia que que pouco tempo de vida lhe resta, sendo esta ideia errada.
Por isso, achei que seria bom postar esta mensagem até para informar quem ainda não conhece este novo tratamento. Por outro lado, é preocupante ainda não se saber o que leva ao surgimento deste tipo de doença e da hipótese que é colocada é de ser ao acaso. Pois caso seja de facto ao acaso não poderemos ter certeza se puderemos vir a ser afectados por esta doença.