sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

20ª Aula Práica

Na passada terça-feira, tivemos uma aula prática diferente. O objectivo era simular um teste de paternidade através de uma análise de restrição virtual. Para isso tivemos de recorrer a técnicas de análise de DNA a fim de descobrir a paternidade daquela criança, possuindo apenas sequências de nucleótidos que representavam segmentos de DNA de quatro pessoas (um pai possível, outro pai possível, o filho e a mãe).
Após termos executado todos os procedimentos apontados na ficha informativa, podemos concluir qual dos indivíduos era o pai da criança tendo, assim, a actividade sido bem sucedida.
Na parte final da aula, ocorreu a apresentação dos E-portfólios por parte dos alunos que assim o quiseram fazer.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

19º Aula Prática

Na passada terça-feira, tivemos uma aula mais teórica.
Numa primeira parte ficamos a saber as avaliações que cada grupo obteve no projecto de investigação, relacionado com o estudo da transmissão de uma determinada característica do Xiphophorus. Devido às falhas contidas na idealização do projecto nenhum dos projectos do nosso turno foi o escolhido.
Quanto à segunda parte aula, nela tivemo a oportunidade de continuar a elaboração do relatório sobre a extracção do DNA de frutos, actividade esta realizada na aula prática passada.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

18ª Aula Prática

Na passada aula prática de Biologia, dia 12 do corrente mês, realizamos uma actividade prática diferente daquelas a que estávamos habituados mas contudo bastante interessante.


A actividade experimental proposta consistia na extracção do DNA de um kiwi ou de um morango prosseguida com a sua observação ao MOC. Para sermos bem sucedidos nestas tarefas, o professor distribui a cada um uma ficha na qual encontramos todos os passos que teríamos de executar.


Depois da actividade realizada, esboçamos aquilo que nos foi possível observar pelo MOC e posteriormente desde inicio à realização do relatório referente a esta actividade.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

17ª Aula Prática

Ontem, dia 29 de Janeiro, deu-se a continuação assim como a finalização da apresentação dos trabalhos individuais realizados sobre doenças genéticas.
Esta foi uma aula bastante interessante para todos nós uma vez que tivemos a oportunidade de saber um pouco mais sobre as variadas doenças genéticas que existem, as suas incidências, os seus sintomas, como ocorre a sua transmissão, entre outras informações.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Bactéria mortal... e polémica


USA 300 é uma das variantes mais perigosas da bactéria Staphylococcus aureus, resistente aos antibióticos à base de meticilina e que, segundo o jornal the New York Times, levou à morte de 109 mil pessoas, em 2005. Este gene é responsável por infecções de pele, dos tecidos moles e até por uma forma fatal de pneumonia. A USA 300 é bastante agressiva, podendo ocorrer em jovens e pessoas anteriormente saudáveis, e revela-se difícil de tratar com fármacos disponíveis para as variantes conhecidas.

Descoberta apenas há 7 anos, a bactéria era comum nas infecções hospitalares, mas desde a década de 90 que começou a aparecer na comunidade. O alerta surgiu a partir duma pesquisa realizada por uma equipa liderada pelo Bihn Na Diep, da Universidade da Califórnia. A equipa estudou a percentagem de infecções em tratamento entre Janeiro de 2004 e Julho de 2006 em hospitais e clínicas do Estado de São Francisco, nos Estados Unidos, locais onde existem mais casos de infecção com a USA 300. Aí verificou que as lesões ocorriam nos órgãos sexuais, nas nádegas e no períneo (nas mulheres corerspnde à parte de baixo da vulva e estende-se até ao ânus, e no homem, localiza-se entre o saco escrotal e o ânus); e que nos homens homossexuais havia uma probabilidade 13 vezes superior aos restantes membros da comunidade de serem atingidos. Concluiu-se portanto que o sexo entre homens é um factor de risco para este tipo de infecção e ainda que a infecção pode ser sexualmente transmissível neste grupo.

A boa notícia é que não existe registo da estirpe USA 300 em Portugal.

Visto a transmissão ser feita por contacto directo, a DGS recomenda a lavagem das mãos, o banho diário e a mudança de roupa regular. Quanto ao uso do preservativo e a lavagem do corpo após ter relações, estas são recomendações sugeridas pelos responsáveis do estudo americano relativo à variante USA 300.
Mas então neste contexto surge a seguinte dúvida: será esta uma nova doença sexualmente transmissível?


Fonte: Visão, Nº 777


Esta notícia levantou várias questões pertinentes na minha opinião. O facto de a probabilidade de apanhar a doença ser maior para os homossexuais pode leva-nos a pensar que esta é uma doença "dos homossexuais". Mas o facto é que se calhar não existem dados suficientes que nos permitam tirar conclusões deste tipo e por isso mesmo acho não devemos cair no erro de nos precipitarmos tal como aconteceu com o VIH, na década de 80. Na minha opinião, antes de formarmos a nossa opinião acerca desta nova doença devemos primeiro descobrir se ela resulta ou não de comportamentos de risco a que todos estamos sujeitos e aí sim afirmarmos se ela é ou não uma "doença dos homossexuais".

16ª Aula prática

Na passada terça-feira tivemos a oportunidade de terminar a planificação do projecto de investigação que ainda não havia sido concluído.
Mais para o final da aula, começamos com a apresentação dos trabalhos individuais sobre doenças genéticas. Como apenas uma pequena parte dos alunos apresentou os seus trabalhos na aula seguinte penso que iremos prosseguir com as apresentações.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Doenças genéticas

Durante as últimas aulas temos vindo a falar acerca das doenças genéticas e por este motivo achei interessante postar uma mensagem com o objectivo de clarificar aqueles que ainda não sabem o que são as chamadas doenças genéticas.

Primeiro é importante referir que os genes correspondem à informação química herdade dos nossos pais no momento da fecundação. Eles determinam a nossa constituição biológica e que nos tornam parecidos com os nossos pais. São também eles quem controlam o nosso crescimento assim como a nossa aparência. E determinam ainda a nossa resistência a determinadas doenças ou predisposição em relação a outras.
Mas cada indivíduo é portador de genes defeituosos. São vários os mecanismos que podemos mencionar pelos quais os defeitos genéticos são transmitidos de geração em geração:
- Um único gene é alterado:
1. Herança autossómica dominante, em que a característica é transmitida por um progenitor da geração anterior
2. Herança recessiva, quando ambos os progenitores não são afectados
3. Herança de ligação sexual ou ligada ao cromossoma X, em que o gene em causa é tido por relacionado com o cromossoma X
- Uma herança de padrão multifactorial em que vários genes ou cromossomas interagem entre si. Nesta situação, influências desconhecidas do meio envolvente poderão contribuir para a expressão ou características físicas do gene.
- Reagrupamento de cromossomas, supressão ou duplicação. Cada um de nós tem 46 cromossomas organizados em 23 pares, numerados de 1 a 22. O vigésimo terceiro par distingue homens e mulheres, uma vez que o sexo feminino possui dois cromossomas X enquanto o sexo masculino tem um cromossoma X e um cromossoma Y.


Usando como exemplo a doença de Von Hippel Lindau (caracteriza-se pelo desenvolvimento de tumores em uma ou mais partes do corpo), esta é causada por um defeito no braço mais curto do cromossoma 3. É um gene autossómico dominante de incidência muito variável, o que nos indica que quem não seja portador da doença nunca poderá transmiti-la aos seus descendentes. Por esta razão, a vigilância médica é fundamental em casos onde possa haver possibilidade de ocorrer transmissão de doenças genéticas.